ELIS REGINA
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Elis Regina, 30 anos...
sábado, 14 de janeiro de 2012
Amizades
Hoje revi uma pessoa muito querida. Amiga especial, um ser humano bom de se estar perto. Sinto-me sempre pronta para escutá-la, me alegro com suas alegrias e torço pelo seu sucesso. E sei que posso contar com ela. Esta convivência tão enriquecedora me leva a pensar na amizade... A difícil arte de equilibrar o isto sou eu, isto é você e o nos somos. No isto sou eu e no isto é você se configuram nossas identidades, nossas histórias, nossos potenciais e limites, com suas particularidades, objetivos, expectativas de vida e também nos sonhos de cada um. No nos somos reside a confiabilidade mútua, a escuta ao outro, a aceitação e a empatia, mas também a capacidade de se ser verdadeiro e dizer a verdade. Acredito que é no equilíbrio destes fatores que residem as diferenças entre os vários tipos de amizades que vamos construindo no decorrer de nossas vidas. Cada ser é único. E é na interação dessas identidades que se constrói cada vínculo de amizade. São tramas, como em um tecido colorido, que envolvem variedades de comportamentos, estruturas psicológicas, sistemas de crenças, espiritualidade. Ser amigo é ser capaz de orquestrar todos estes "instrumentos" com amor e ética. É também nas amizades que experimentamos quem somos. Assim vamos tecendo nossa rede de relacionamentos, nossos vínculos sociais, aprendendo as várias dimensões da vida e alimentando nossa alma.
"A amizade espiritual é aquela em que você, apesar de reconhecer as negatividades do outro, se sente atraído pelas suas positividades. Assim você responde sempre ao potencial de crescimento de seu amigo e não às suas negatividades." (Lama Gangchem Rimpoche)
Mesmo os animais sentem a necessidade de constituirem amizades
"A amizade espiritual é aquela em que você, apesar de reconhecer as negatividades do outro, se sente atraído pelas suas positividades. Assim você responde sempre ao potencial de crescimento de seu amigo e não às suas negatividades." (Lama Gangchem Rimpoche)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
A Pintura que nos sensibiliza
Hoje amanheci pensando em Arte. Melhor, pensando na aula que preciso preparar. É um curso que tem um objetivo específico, mas é conduzido de forma livre e acaba por nos levar a uma reflexão e o autodesenvolvimento. E qual é a relação entre Arte e este meu curso? Experimentei usar a Pintura como um ponto focal de temas discutidos e o resultado foi sensacional. A pintura nos emociona, nos chama a atenção para realidades, nos leva a dimensões alternativas. Para olhar um quadro é preciso despir-se de preconceitos e nos deixar preencher pelo que sensibilizou o artista, seja um rosto, uma paisagem, um momento que se eterniza, ou meros traços e formas que traduzem toda uma intenção do pintor. Grandes nomes da pintura foram atravessando séculos com sua beleza para nos emocionar: Raphael, Rubens, El Greco, da Vinci, Michelangelo, Degas, van Gogh, Picasso, Miró... Meu Deus, são tantos e tão maravilhosos, que citar alguns é correr o risco de ser injusta com outros tantos igualmente meritórios.
A pintura marcou alguns momentos inesquecíveis da minha vida.
O fôlego que me faltou na Capela Sistina quando olhei para o alto e me deparei com a obra prima que Michelangelo deixou no seu teto – ali se encontra um outro mundo de perfeição.
Fiquei também com falta de ar ao ver ali, real, tocável, pela primeira vez na vida fora do papel, aquelas belezas de Caravaggio na Capela Cerasi da pequena igreja de Santa Maria del Popolo. A Cruxificação de São Pedro e Conversão de São Paulo no Caminho de Damasco.
Ao fundo uma bela obra de Annibale Carracci, a Assunção da Virgem.
Acabei me "entregando" à divina Mona Lisa de Da Vinci, que parece nos seguir com o seu olhar na medida que mudamos de posição naquela sala só sua no Louvre.
Supreendi-me pelo quanto eu lacrimejei diante de A Dança das Ninfas de Corot no Museu d’Orsay. Eu mesma nem imaginava que este quadro pudesse me sensibilizar tanto.
Ou então me percebi perdendo a noção do tempo diante de uma das meninas de Renoir no Masp de São Paulo... Esta é a linda Menina com as Espigas de Flores.
Pois é, falar da pintura nos leva também à beleza da arquitetura gótica, à força do Barroco, e outras belezas mais. Também traz à tona o prazer de viajar. Pena que para a maioria de nós brasileiros isto exige muito esforço e poupanças...
Mas isto tudo fica para outro dia.... São outras emoções.
Até lá.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Começando...
Nada mais difícil do que dar um nome a uma criança que está para nascer. Temos algumas idéias de suas possibilidades, mas não temos certeza que carinha e que jeito vai ter de fato. Pois é, começar um blog é parecido. Temos idéia do porquê queremos criá-lo, por onde queremos caminhar - mas que nome dar a esta nova criança? Bem, tudo o que eu quero aqui é compartilhar tantas coisas que pensei, estudei, aprendi e apliquei no decorrer da minha vida - que já não é de pouca idade. Refletir sobre as alternativas e possibilidades que se abrem diante de nós, sobre os caminhos que a gente vai trilhando e sobre e os conhecimentos que se escolhe ter e que, todos juntos, dão formas e coloridos à nossa vida. Assim, na hora de dar nome a esta criança, pensei na mandala porque é bem isto que vamos construindo no decorrer dos anos que vão passando. Uma linda mandala de cores e desenhos próprios que projetamos a partir de tudo aquilo que fomos armazenando na nossa mente e no nosso coração e transformando numa realidade que dá forma e colorido a esta mandala de vida, da minha vida.
Basicamente, a mandala é um objeto de meditação que ajuda a trilhar o caminho da iluminação. Mas a psicologia foi enriquecendo este conceito com novos aportes. Jung coloca que nosso inconsciente pode produzir espontaneamente mandalas que ajudam a estruturar nossa psiquê, indicando-lhe os caminhos de sua totalidade interior. Ora, pensei eu, se isto é possível, também nossa mente pode projetar mandalas a partir de tudo o lhe damos de alimentação - conhecimentos e vivências. Estas projeções quando concretizadas dão formas e cores a esta mandala pessoal que nos ajuda a perceber e trilhar um caminho de compreensão dos significados de nossa própria existência e nos ajuda a ir fazendo sínteses na vida. Assim como uma mandala de cunho espiritual pode ser partilhada por todos servindo de foco de reflexão e, quem sabe, até de inspiração, então partilhar as experiências e conhecimentos que serviram para construir minha mandala pessoal poderá ser interessante para alguns de vocês e servir para alguma coisa. Foi assim que acabei por aplicar este conceito à escolha do nome deste blog! E a partir de hoje passo a compartilhar com vocês minhas experiências e também vou refletindo sobre meu próprio processo de existir.
Por hoje, boa noite.
Basicamente, a mandala é um objeto de meditação que ajuda a trilhar o caminho da iluminação. Mas a psicologia foi enriquecendo este conceito com novos aportes. Jung coloca que nosso inconsciente pode produzir espontaneamente mandalas que ajudam a estruturar nossa psiquê, indicando-lhe os caminhos de sua totalidade interior. Ora, pensei eu, se isto é possível, também nossa mente pode projetar mandalas a partir de tudo o lhe damos de alimentação - conhecimentos e vivências. Estas projeções quando concretizadas dão formas e cores a esta mandala pessoal que nos ajuda a perceber e trilhar um caminho de compreensão dos significados de nossa própria existência e nos ajuda a ir fazendo sínteses na vida. Assim como uma mandala de cunho espiritual pode ser partilhada por todos servindo de foco de reflexão e, quem sabe, até de inspiração, então partilhar as experiências e conhecimentos que serviram para construir minha mandala pessoal poderá ser interessante para alguns de vocês e servir para alguma coisa. Foi assim que acabei por aplicar este conceito à escolha do nome deste blog! E a partir de hoje passo a compartilhar com vocês minhas experiências e também vou refletindo sobre meu próprio processo de existir.
Por hoje, boa noite.
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